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Fode Fode Patife

Fode Fode Patife

Entre nós e as pinadas

06.03.21

Esta noite estava ter dificuldade em adormecer. Então pus-me a pensar nas quecas que dei. Foram tantas pachachinhas para pinar que nem sei se me desate a rir, se me ate a chorar. Foi então que me lembrei que se o Patife e o Mário Cesariny fossem um só, haviam de ter escrito todo um poemário de inigualável singularidade sexurrealista. E se o Patife e o Cesariny fossem um só, teriam criado coisinhas poéticas lindas assim:

 

Entre nós e as pinadas há metal fundente
entre nós e as pinadas há corpos que dançam
e podem dar-nos sorte, confortar-nos, tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo

entre nós e as pinadas há perfis ardentes
pinadas cheias de gente de costas
altos decotes venenosos, conas por abrir
e mamas e fellatios e esperanças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício

Ao longo da muralha onde fornicamos
há pinadas de vida, há pinadas de morte
há pinadas imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há pinadas acesas como faróis
e há pinadas intimamente imaginadas

pinadas que guardam
o seu segredo e a sua posição

Entre nós e as pinadas, surdamente,
as mãos e as paredes em tremor

E há pinadas nocturnas, pinadas gemidos
pinadas que nos sobem ilegíveis à boca
pinadas diamantes, pinadas nunca escritas
pinadas impossíveis de escrever
por não termos connosco conas de violinos
nem todo o desejo do mundo, nem todo o amplexo do ar

e os dedos dos amantes escrevem
no soerguer dos corpos semi-quentes na madrugada
como se tivessem dedos de palavras
ou palavras nas extremidades dos dedos
palavras sensuais, só sombra, só soluço
só espasmos, só ardor, só solidão desfeita

Entre nós e as pinadas, os empinados,
e entre nós e as pinadas, o nosso dever pinar.

O espelho da memória

04.03.21

O Patife estudou as leis da química e da física, perdeu a virgindade ainda novo com uma militar do sexo feminino, levou muitas palmadas, mas deu muitas mais. Vende fantasias avulsas, faz do sexo uma doutrina verbal e rega-se todas as manhãs com sujidade mental. O Patife é parvo e tem a mania de falar mais do que fode, o que é um sarilho porque fode muito. Não bebe água da torneira mas gosta que lhe mamem na mangueira, escreve como quem fode, deseja ser invisível e sabe que um dia será idolatrado por milhões de mulheres em todo o mundo. Apesar de parvo é culto e quando não está no meio de mulheres está no meio dos livros. Por isso tem o sonho de fazer um threesome com a Rachel Weisz e com a primeira edição de “Humano, Demasiado Humano, um Livro para Espíritos Livres” do Nietzsche.

Com a pandemia, resta-me partilhar a memória, o espelho onde recordo as pinadas épicas de outrora.

Garimpeiro sexual = Squirt

23.09.15

Há quem tenha queda de cabelo. Eu tenho queda para papos de cona. É uma questão de sorte genética. Ou kármica. Não sei bem. Mas por onde quer que passe acabo sempre por trombar com um papinho. E, como sempre, há tantos papinhos para pinar, que nem sei se me desate a rir ou me ate a chorar. Mas ontem foi um dia especial. Tenho uma bela e vasta coleção de pipis papados, de todos os tamanhos e feitios, alguns com personalidade própria, outros com segredos por desvendar. Uns mais ousados, outros mais tímidos. Já apanhei chonas amazonas, pachachas todo-o-terreno, câmaras vaginais mais amplas que o átrio de um palácio real, daquelas em que não só é possível bater as palmas como ainda ouvir o eco chona adentro, senisgas gulosas que fazem pocinha na cuequinha a todo o instante e um completo manancial de cona fresca, experimentada, ginasticada, com vajazzling, perfumada e com todo o tipo de estilos capilares. Também já apanhei umas quantas squirters mas nada justifica o que aconteceu ontem. 
Estava a jantar calmamente com um amigo num restaurante de eleição de Lisboa, quando inadvertidamente escuto a conversa de duas finórias que se banqueteavam na mesa de trás. Dizia uma que teria vergonha se fosse uma daquelas mulheres que fazem squirt. “Coitadas, que vergonha deve ser no momento”, dizia. Ai filha, não preciso de muito mais para ficar intrigado, que é como quem diz, motivado para te arrancar um squirt dessa pachacha aprumadinha e toda cheia de nove horas. Acabámos a tomar os digestivos os quatro juntos, o que é meio caminho andado até às cuecas da moça. Não que precise de as embebedar para as pinar. Aliás, estou convicto que sou daqueles homens que quando entra num bar as mulheres começam logo mentalmente a tocar-se em simultâneo com uma mão na chona e com a outra mão rabo acima. Já não tenho é 20 anos e prefiro acelerar o tempo de engate para me alongar pachacha fora. 
Dito e feito. Pouco tempo depois já eu estava a trabalhar aquela senisga como um garimpeiro em início de carreira. A mafarrica já estava tão inchada que o seu clítoris mais parecia uma pepita de 24 quilates. E é aí que começa a magia das mãos do Patife. A moça começa a arfar sofregamente, o seu rosto totalmente ruborizado, os olhos reviram-se com a desorientação própria de uma bússola no triângulo das bermudas e sinto que a explosão está a caminho. Neste momento a magana encontra-se completamente possessa da pachacha e mal sabe o que lhe está a acontecer. A chona entra em exaltação máxima e gera um autêntico tsunami orgástico que só por sorte não me levou de enxurrada do Chiado até à Baixa de Lisboa. Ela fica imóvel e ofegante, confusa com o que ocorreu, pois não sabia que lhe podia acontecer a ela. Julgava ela que o squirt era uma propensão natural de apenas algumas mulheres que certamente padecem de algum tipo de histeria vaginal. Saiu a bambolear como quem fica no céu a saborear prazeres terrenos. Eu cá fico por terra, a contar as chonas que passam.