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Fode Fode Patife

Fode Fode Patife

Águas de bacalhau

28.09.10
Ontem chamaram-me mãos-largas o que activou uma zona particular do meu cérebro que é dada a elaborar teses de teor relevante. É óbvio que o Patife é um mãos-largas. Para esfregar aqui o Pacheco só mesmo tendo umas mãos largas, caso contrário seria muito complicado. Teorias há muitas que relacionam o tamanho do texugo com o tamanho de uma parte do corpo. Eu cá sempre defendi a teoria que um homem de mãos grandes tem invariavelmente um homérico bacamarte. É a que faz mais sentido. Claro que, volta e meia, e lá aparecem uns quantos narigudos a defender a teoria de que o tamanho da penca é que tem uma relação directa com a dimensão do besugo. Como se Deus, ao elaborar minuciosamente o corpo humano, fosse pensar: Vamos lá meter um nariz proporcional ao nabo deste gajo. Sempre pode lutar às espadas sozinho, caso seja filho único e não tenha ninguém com quem brincar. Os narigudos com esta teoria enervam-me. Mas masturbam-se com o nariz? Ou usam o brenhol para extrair macacos das monstruosas fossas nasais? É um pouco como a teoria dos pés. Mas qual a lógica de ter uns pés grandes associados a uma longa verga? Para suster o peso? É rebuscado por demais. As mãos é que não enganam. Deus, sendo justo e equilibrado, deu mãos largas a quem tem um pincel robusto. E eu ainda me queixo pois para tirar o máximo de prazer tenho sempre de utilizar as duas. E ainda fica a pontinha de fora, o que em caso de corrente de ar é um sarilho pois corro sérios riscos de ficar com o capacete de bombeiro resfriado. Mas pronto. Isto tudo a propósito da cota que engatei ontem à tarde. Paguei-lhe o jantar, vinho do melhor, os copos no bar e a páginas tantas saiu-se com esta do mãos-largas. Consegui conter o meu ímpeto trocadilheiro e fiquei tão caladinho quanto possível, a contorcer-me todo por dentro. Mas à segunda não aguentei. Após lhe dirigir uns quantos elogios de seguida a cota teve o desplante de me dizer: Cala-te Patife, és cá um lambe-botas. Pronto. Foi quanto bastou para lhe dizer de seguida: Não sou um lambe-botas mas sou um grande lambe-cotas. E antes que a cota conseguisse alardear o que quer que fosse, rematei com um Desculpe lá o meu francês, mas eu sou um gajo sem papas na língua. Mas com muitos papos na língua. A cota estava visivelmente perturbada: Oh Patife, não sei como é que tu consegues levar tantas gajas para a cama. A resposta estava tão na ponta da língua como costuma ficar o Pacheco à frente de uma desbocada: É uma espécie de Magia. É que eu tenho aqui uma Varinha de Conão que trabalha na perfeição... Claro que depois desta o Pacheco ficou em águas de bacalhau. Literalmente nas águas do seu bacalhau.

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