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Fode Fode Patife

Fode Fode Patife

Juíza sem juízo

24.06.10
Há duas semanas que ando a falar com uma Juíza. Claro que a minha intenção é dar-lhe aqui com a sentença. Classe interessante esta a das juízas. Passam o dia cobertas de normas e leis e à noite perdem o juízo. Deve ser uma espécie de compensação. Um equilíbrio natural do ecossistema penal. Há mulheres que me tiram do sério. Há outras que me levam a brincar, como é o caso desta Juíza. É uma dicotomia curiosa, esta. Ontem desafiou-me: se vieres assistir a um julgamento meu estarei sem nada por baixo da toga. Apressei-me a pensar que sem nada debaixo da toga é só chegar e dar-lhe com a tola. E assim estuguei o passo na direcção do tribunal de contas, a pensar em tirar o 't' ali de trás. No caminho ia a pensar: será que em Portugal os juízes usam aquele martelo a que também chamam de malhete? Ou será só nos filmes? Gosto de marteladas, é certo. Mas como em Roma sê romano, dentro do tribunal eu quero é malhar de malhete. Malhetar, portanto. Lá assisti ao julgamento, sossegado por fora, mas em brasa por dentro, a imaginar a Juíza peladinha por baixo da toga. Não vi nenhum malhete, muito provavelmente porque estava espetado no seu ramalhete. Pelo menos foi a única explicação lógica a que cheguei, estando ela em pêlo subtugal. Até porque a Juíza era uma fascinada por essa moda das coisas com abertura fácil. Dizia ser uma óptima invenção para, sem instrumentos, abrir pacotes e caricas. Já com o Patife é à antiga. Uso sempre o Pacheco para abrir pacotes e cricas. Desculpem. Mas o Patife está com ela sempre fisgada. Que foi como ficou a Juíza no final da noite: Com ela fisgada.

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