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Fode Fode Patife

Fode Fode Patife

O vizinho rabeta

01.06.10
Houve um tempo da minha vida em que eu vivi por baixo de um vizinho rabeta. Não haveria questões caso ele não tivesse problemas de as ouvir a apanhar na greta. É que o tipo até era um porreiro, mas calhou viver por cima de mim numa das alturas da minha vida em que o Pacheco mais patifava. O que era uma chatice, para ele claro está, porque com o Patife elas chiam, elas uivam, elas guincham, elas gritam por socorro, elas pedem ajuda aos céus, elas blasfemam, elas ficam de tal modo possessas da pachacha que o chinfrim não tem termo e era até o Pacheco ficar enfermo. Desculpem lá mas o Patife é um poeta do malhanço e há dias em que lhe dá para rimar. Certa tarde, estava o Patife a malhar como falo grande, e a mocita, ´tadita, não parava: Ai Patife mas ca ganda bife, ai Patife que me perfuras um pulmão, ai Patife que me fazes sentir uma ordinareca, ai Patife que tens uma verga que me deixa a pandeireta vesga... e coisas assim. Ou pelo menos eu acredito que era o que ela estava a tentar dizer por baixo daqueles grunhidos delambidos. Pois claro que, nessa tarde, o panisguita já estava cansado de ouvir tanta foda heterossexual e cometeu o arrojo de ir bater à porta a gritar: Oh Patife, pára lá com essa merda que eu tenho a minha avó em casa hoje. Não sei porquê passou-me aquela expressão do diz o roto ao nu pela cabeça. O que foi remédio santo, pois o carácter literal da expressão fez-me ir às lágrimas. Já as lágrimas dela presumo que tenham sido da foda anarca, tal o martelanço sem governo.

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